Nas últimas semanas, Portugal enfrentou um cenário praticamente inédito: um “comboio” de depressões sucessivas que provocou cheias fluviais em várias regiões do país.
Neste contexto, conversámos com o Prof. José Saldanha Matos, um dos maiores especialistas portugueses em Hidráulica, Saneamento e Recursos Hídricos e Professor Catedrático do Instituto Superior Técnico – DECivil.
O Professor partilhou uma reflexão técnica e fundamentada sobre:
▪ A diferença entre cheias fluviais e cheias pluviais;
▪ O papel das barragens, reservatórios e diques na mitigação de cheias;
▪ A importância de soluções urbanas como túneis de desvio, bacias de retenção, pavimentos permeáveis e coberturas verdes;
▪ O contributo do know-how do Técnico em projetos estruturantes, como o Plano Geral de Drenagem de Lisboa;
▪ A necessidade urgente de investir em prevenção e resiliência hídrica.
Num contexto de alterações climáticas, em que os eventos extremos tendem a ser cada vez mais frequentes e intensos, a mensagem é clara:
“Intervenções de proteção e de aumento de resiliência dos sistemas são mais baratos do que depois pagar a despesa associada à rutura dos serviços e das infraestruturas. E por isso, vale a pena atuar em prevenção, vale a pena conhecimento e vale a pena, do ponto de vista económico, estar preparado para o improvável.” – Prof. José Saldanha Matos